• Coisas da política


    Danilo Angrimani

    Aos poucos a resistência ao prefeito Luiz Marinho vai tombando na Câmara. Vereadores de oposição esperaram um ano (ou mais) para se tornarem da situação. Lentamente, a gestão petista arrebanhou integrantes do bloco oposicionista e conseguiu chegar aos 13 a 8, firmados com a entrada, na semana passada, de Vandir Mognon para a equipe governista.
    Até Marinho minar a resistência do “citadela troiana” e conseguir maioria para aprovar seus projetos, passaram-se meses. De prático, a única coisa que os oposicionistas conseguiram foi atrasar a vida de São Bernardo. A cidade não ficou paralisada, mas muitos projetos importantes que poderiam ter sido votados rapidamente, em 2009, ficaram nas prateleiras da Câmara. Aguardavam essa demorada negociação.
    A estratégia da oposição a Marinho, no ano passado, era óbvia: atrapalhar a administração (eleita por maioria acachapante de votos). Enquanto fazia a barragem na Câmara, a oposição punha lente de aumento sobre pequenos problemas administrativos e cutucava o secretariado de Marinho.
    Não sei você, leitor (a), mas eu realmente perdi a paciência com esse modo brasileiro de fazer política. São Bernardo tem pressa. Há muito para ser feito. Que tal se os parlamentares, ao invés de bloquear iniciativas, colaborassem, no futuro, com propostas, com ações positivas.
    Podiam começar na busca por uma solução para este cartão postal da decadência que é o Best Shopping, um elefante branco e sujo, que emporcalha a bela Chácara Inglesa. Outra iniciativa interessante seria voltar a bater na tecla do metrô de superfície. Um técnico me disse uma vez que o metrô de superfície não sairia do papel por ser “muito barato”.
    Já, em Santo André, a avenida dos Estados sofreu um bombardeio recente. É sujeira, lixo, buracos, montes de entulho pra todo lado. Algum míssil, destinado ao Afeganistão, deve ter caído por engano ali.
    Se o Palmeiras fosse um filme, o título seria “Suplício de uma Saudade”. Beijos.